Salve, galera!
Esse ano voltei com tudo para os eventos de RPG. Inclusive, participei de um evento chamado Acampamento dos Presas de Ébano, com O Um Anel. No primeiro dia, tudo certo: fui a primeira a fechar mesa com o número mínimo de jogadores. Mas, no segundo dia, fui a única a não fechar. Percebi que o sistema tinha pouco atrativo frente ao D&D e eu ainda continuava a receber poucos convites para eventos.
Quando recebi o convite para mestrar novamente no Lendas da Taverna (o evento que me trouxe de volta às mesas públicas após dois anos de hiato por causa da transição), resolvi me desafiar e fui para o Cyberpunk RED.
O grande problema é que sou muito criteriosa e, para mim, não bastava ler o livro básico: eu precisava entender de fato qual era a atmosfera do subgênero cyberpunk. Então, li Neuromancer e GURPS Cyberpunk, assisti aos animes Ghost in the Shell, Akira e Cyberpunk: Edgerunners, assim como o consagrado filme Blade Runner, além de alguns vídeos sobre o tema no Central Pandora. Por fim, fui para o Cyberpunk 2077, onde descobri uma nova paixão que já me levou 300 horas de vida.
Então, posso dizer que finalmente entendi como, de fato, se estrutura uma história cyberpunk, seus dilemas e no que ela se diferencia de outros gêneros de ficção científica e de RPG.
Com todo o carinho do mundo, produzi um PDF para levar meu jogo para 2077 (o livro básico se passa em 2045), que chamei de Alvorada Neon (link para download: https://archive.org/details/cyberpunk-red-alvorada-neon). Imprimi miniaturas, cartas de tarô, personalizei uma bandeja de dados neon e montei todo um cosplay baseado na minha personagem do jogo de PC.
E quanto à aventura? Bom, ela foi cuidadosamente posicionada em um período específico do jogo para que eu pudesse usar alguns personagens do jogo e do anime como personagens jogáveis na mesa (para quem conhece: após a chegada de V a Night City, mas antes do resgate de Sandra Dorsett). E, claro, com um final agridoce, em que todos os possíveis desfechos deixam um gostinho de vitória amarga e uma decisão moral complicada.
É... Deu trabalho pra caramba fazer tudo isso. Fui de cabeça e botei todo o coração nessa preparação, muito porque estava me desafiando e muito porque o jogo de PC me tocou de uma forma como poucos jogos fizeram antes.
E deu bom. Deu MUITO bom!
A mesa no Lendas da Taverna foi um baita sucesso. Fui uma das primeiras a fechar mesa e consegui me manter atrativa mesmo com uma galera de peso à minha volta.
Mas a melhor parte veio em seguida. Quando estava guardando tudo para ir embora, o pessoal da Nerdz (creio ser, a maior loga de RPG do RS) veio me convidar para mestrar no evento de aniversário deles... E, bom, mestrar em um evento da Nerdz sempre foi um sonho.
Poucos dias depois, recebi OUTRO convite para mestrar em um evento em Tramandaí, no litoral Gaúcho.
Sim, gente! Toda a dedicação e toda a preparação, somadas a essa temática que é diferente, mas ao mesmo tempo familiar, deram o destaque que eu precisava para começar a impulsionar minha "carreira de mestra" e receber mais e mais convites para eventos.
Mas o sonho não termina aqui. Ainda tenho algumas metas: mestrar uma mesa pública na Casa de Cultura Mario Quintana e ser convidada para mestrar no Café & RPG, um evento mega importante organizado pela Nerdz (olha, já dei um passo, hein?), por onde já passou gente como o Mestre Pedroka.
Então torçam por mim!
No mais, era isso, meus chooms. Obrigada pelo carinho e pela atenção ao ler esse breve relato de uma mestra de RPG que, até um ano atrás ainda se recuperava da enchente e tinha medo de se expor por causa da transição e hoje está aqui, faceira da vida, enquanto vai, aos pouquinhos, conquistando seu espaço nos eventos. 💙🩷🤍🩷💙
PS: Ano passado fiz um post sobre RPG & Transexualidade ( https://www.reddit.com/r/rpg_brasil/comments/1o7i1lx/rpg_transexualidade/ ) e esse post antigo meio que é um prequel dessa história.