Estou lendo o Gradus Primus e, até então, gostaria de compartilhar algumas perspectivas quanto ao idioma.
1)
É uma língua limpa, ao contrário do português, ingles e outras línguas como o alemão, que utilizam "o" ou "a" (the), o latim não utiliza isso. Para dizer "O homem" basta dizer "vir". Isso resulta em textos mais limpos e pragmáticos, é elegante.
2)
Assim como no português, possui gêneros, sendo eles o masculino, feminino e neutro (como no alemão).
É uma lingua de casos, assim como o alemão. Cada caso traz um significado e muda o final da palavra.
Nominativo: Basicamente o sujeito que aplica a ação. Não sofre declinação.
Acusativo: Quem é afetado diretamente pela ação. Para palavras femininas, a declinação é um "m" no final. Exemplo: ego paro mensa(m) (eu preparo a mesa).
Dativo: Quem recebe a coisa ou ação. (Dativo, de "dar"). Por exemplo: ego scribo espitolam feminae "eu escrevo uma carta à mulher". No caso do feminino, recebe um "e" no final.
Genitivo: Expressa posse de algo. Exemplo: mensa feminae (a mesa da mulher. Termina com "e" no sujeito possessor (femina)).
Ablativo: Significa função, quando vocé utiliza algo para uma finalidade. Exemplo: ego rigo plantas aquā (a palavra afetada pela declinação é aqua, aquā acaba recebendo um "a" longo).
Muitas palavras que temos no português, algumas que eu nem sabia o significado em português mas aprendi pelo latim (como o verbo incidere (cair) que é relacionado a incidir).
Uma língua legal.