r/Embraer • u/AwareComparison3570 • Jun 28 '26
Deveria a Embraer oferecer configurações de quatro classes em suas aeronaves regionais?
Com algumas rotas ultrapassando seis horas de voo, a Embraer poderia começar a considerar a promoção de uma opção de cabine de primeira classe — além das classes econômica, econômica premium e executiva — nos materiais de divulgação da família E2 (E175-E2, E190-E2, E195-E2).
Design e proporções derivados do modelo A321T da American Airlines.
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u/gabriel1985gabriel Jun 29 '26
Já pensei nisso algumas vezes, mas mais olhando para p cenário nacional do que para a Embraer. Acho que não seria economicamente viável porque as rotas mais movimentadas e de maior poder aquisitivo do Brasil são curtas (Brasilia, São Paulo, Belo Horizonte, Rio e Curitiba estão todas a cerca de 1 hora uma das outras). Então acho que o publico em geral não estaria disposto a arcar com a diferença de preço para um serviço melhor em voos tao curtos.
Mas já fui de Recife pra São Paulo, Rondonia pra São Paulo, Manaus para Brasilia… e esses foram voos que um espaço extra faria diferença.
Como o perfil dos voos dos embraer é mais regional, não me parece que seria viável economicamente
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u/AwareComparison3570 Jun 29 '26
Eu estava pensando mais em serviços premium provenientes de Nova York, Londres, Dubai, Sydney ou Zurique, por exemplo. Ou, se esse mega-hub no Nordeste fosse construído, aeronaves assim poderiam atender passageiros que viajam para destinos como Santiago, Bariloche, Buenos Aires, Africa ou até mesmo Lisboa, Faro e Luanda.
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u/jackjames9919 Jul 01 '26
Isso aí seria exagero, mas pensando que aquela "economy premium" / "Business europeia" dos boeing, de só travar o assento do meio, seria muito melhor atendida por 2 assentos melhores ali, e teria demanda.
Pra voo vazio ainda virava upgrade pro seus passageiros frequentes (e o vôo não ia estar cheio, então não é como se a falta de assento fosse fazer diferença)
No caso da Embraer parece exagero isso tudo, mas umas 2 fileiras dessa business acho que tinha demanda sim hein!
Edit: agora vi que já tem a "3 classes" que de fato tem demanda, acho que meu ponto é que as nacionais podiam pegar uns.....
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u/AwareComparison3570 Jul 01 '26
Com uma configuração premium desse tipo, a aeronave seria mais leve e poderia voar por cerca de sete horas. Isso tornaria muitas rotas atraentes. A Embraer realmente deveria tentar vender uma aeronave experimental desse tipo para uma companhia aérea premium, a fim de adquirir experiência, know-how e feedback.
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u/lucasfeijo Jul 01 '26
A Embraer vende o interior? Eu pensava que era instalado por terceiros.
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u/AwareComparison3570 Jul 02 '26
Até onde eu sei, seus aviões saem de fabrica ja com os assentos instalados.
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u/hmo_ Jul 02 '26
Olhando o seu desenho, vc não colocou a E+ com mais espaço de pernas, seu desenho tem só 3 classes.
De qq forma, em voos intra Europa o que eles chamam de business é basicamente o assento de econômica ou É+ com o assento central bloqueado. E nos EUA, cujos aviões tem 3 classes, a “primeira” não é muito melhor que um assento Premium de voo internacional, com E e E+ atrás. Ainda tem poucas rotas com assentos lie flat - e mesmo estes são em aviões de corredor simples maiores, como B737 e A319/20/21
Ou seja, por mais interessante que seja sua ideia , não existe mercado. E se houver, não vai ser para aviões estreitos como os Embraer ou Bombardier.
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u/AwareComparison3570 Jul 02 '26
Olhando o seu desenho, vc não colocou a E+ com mais espaço de pernas, seu desenho tem só 3 classes
os E+ seriam os 4 da saída de emergencia.
Com esses avioes carregando menos passageiros, poderíamos ter voos passando de 7 horas de duracao. E dependendo da estratégia, talvez se justifique.1
u/hmo_ Jul 02 '26
Agora vc enfiou um bulkhead na primeira fileira de econômica… não sei pq, mas estou com uma forte impressão que vc nunca voou em aviões narrow bodies fora do Brasil, que são basicamente E / E+.
E acabei de reparar que vc pegou UMA ROTA de 6 horas na África! Mais de 95% (provavelmente 99%) das rotas com Embraer ou Bombardier tem menos de 4 horas…
Isso é um típico caso de torcer a realidade (uma única rota é bem diferente de “algumas”) para justificar seu argumento. Como escrevi antes, não tem mercado.
O que vc está querendo é usar um avião regional para rota convencional. É o mesmo que a Gol usar B737 para ir para Miami. Dá para usar, mas tem que obrigatoriamente fazer escala e não se compara ao conforto de um wide body. Só vale a pena para quem está atrás de preço. Só que quem está atrás de preço não vai pagar primeira ou executiva…
Mas estou esperando sua proposta de um Embraer com 5 classes - Primeira, Business, Premium, E+, Econômica.
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u/AwareComparison3570 Jul 02 '26
Mas estou esperando sua proposta de um Embraer com 5 classes - Primeira, Business, Premium, E+, Econômica
Essa que eu postei tecnicamente é assim. As duas primeiras poltronas sao de primeira classe. Similar ao da Etihad A321LR
E acabei de reparar que vc pegou UMA ROTA de 6 horas na África! Mais de 95% (provavelmente 99%) das rotas com Embraer ou Bombardier tem menos de 4 horas…
Peguei a rota atual mais longa com um E195-E2 apenas para ilustrar o fato de que esse aviao é capaz de rotas de 6+ horas.
O mundo é muito grande, e um aviao com essa capacidade e alcance pode testar a demanda de muitas rotas, pode oferecer frequencia ao invés de volume (Como o caso da rota New York-Los Angeles, onde a frequencia de voos é mais valorizada que precos). Enfim, imagino que um aviao desses talvez pudesse fazer Fortaleza-Lisboa por exemplo. E ao invés de 1x ao dia com um widebody, ou A321, dada a capacidade menor, 2 ou 3 vezes por exemplo. E se fosse autorizado, voos de quinta liberdade dentro da europa como por exemplo Lisboa-Vienna entre centenas de opcoes.
É o mesmo que a Gol usar B737 para ir para Miami
A gol usa um 737 Max 8 entre Brasília e Orlando.
Dá para usar, mas tem que obrigatoriamente fazer escala e não se compara ao conforto de um wide body
Se uma rota é possível ser feita com um narrowbody, seguindo todas as regras de seguranca e de combustível, creio que a tendencia é cada vez mais as cias aéreas preferirem narrow bodies pois os custos por assento estao quase identicos a de um widebody, no entanto, com a metade ou um terco da capacidade, é possível ofertar frequencias maiores. e é importante ressaltar que um aviao com um terco da capacidade acarretaria em mais de 3x a frequencia dada a elasticidade envolvida com conexcoes etc. O que se traduz no fim das contas em maior lucro. Quanto ao conforto, sinceramente, se traduz minimamente em termos de menor turbulencia. já que em termos de poltronas e refeicoes é a mesma coisa.
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u/hmo_ Jul 02 '26
O meu limite para narrow é um transcon nos EUA. Mais que isso só de wide. Não se compara, mesmo em econômica. A cabine é mais ampla, tem mais bagageiro, galleys maiores… desculpe, não rola.
Mas de certa forma sou obrigado a dar um pouco de razão para vc - com os novos B737 Max e A321neo, muitas rotas médias de 5-7hs estão perdendo os wide tipo B767 e os antigos B757 (que são narrow, mas projetados para voos de longa duração) e recebendo estes aviões.
Mas nunca um narrow estreito como os Embraer. Desculpe, não rola. Como alguém falou antes, estes aviões não tem capacidade de galley para tantas classes (algo que vc convenientemente esqueceu de colocar), sem pensar na necessidade de muito mais tripulantes (ou vc acha que vai rolar um voo de mais de 6 hs e os passageiros de 1a e executiva vai aceitar só um sanduíche e não uma refeição completa?)
Ah, sem falar que vc convenientemente tb esqueceu de colocar assentos para os 6 ou 8 comissários que um avião de 4 classes iria demandar…
E outra coisa que vc não pensou - passageiro de 1a classe não divide banheiro nem com executiva, e executiva não divide com o resto - falta aí pelo menos 1 ou 2 banheiros.
Some todo o espaço que vai precisar para isso, e vc vai ver a quantidade de assentos perdidos no avião.
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u/AwareComparison3570 Jul 03 '26
com os novos B737 Max e A321neo, muitas rotas médias de 5-7hs estão perdendo os wide tipo B767 e os antigos B757 (que são narrow, mas projetados para voos de longa duração) e recebendo estes aviões.
Os novos A321XLRs atenderão rotas com duração de 10 ou 11 horas, oferecendo a eficiência de uma aeronave de fuselagem larga. Em última análise, a decisão não caberá mais ao passageiro, mas será tomada pela companhia aérea com base em indicadores econômicos essenciais.
assentos para os 6 ou 8 comissários que um avião de 4 classes iria demandar…
A Etihad tem colocado 5 ou 6 comissários em seus voos de A321LR (160 passageiros)
Tendo em vista essa versao Premium do E195-E2 com cerca de 96~100 lugares, creio que 3 ou 4 comissários sejam suficientes (3 ou 4 sao nescessários normalmente numa configuracao normal de E195-E2 com 136 passageiros)
passageiro de 1a classe não divide banheiro nem com executiva, e executiva não divide com o resto - falta aí pelo menos 1 ou 2 banheiros
Talvez um banheiro a mais se justifique de fato.
ou vc acha que vai rolar um voo de mais de 6 hs e os passageiros de 1a e executiva vai aceitar só um sanduíche e não uma refeição completa?
A idéia é oferecer um servico verdadeiro de primeira classe/Business.
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Jul 02 '26
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u/AwareComparison3570 Jul 02 '26
Eu também não tenho certeza, mas podiam produzir meia dúzia de unidades experimentais para serem utilizadas em NY, Zurique, Dubai, London City, Doha para testarem as aguas.
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u/Lower-Pace-2089 Jun 29 '26
Kkkk não.
Tecnicamente não fecha de forma nenhuma.
Primeiro, demanda. Hoje já é difícil justificar uma classe executiva decente num E-Jet, que dirá QUATRO categorias. Algumas companhias até oferecem uma "primeira classe" reduzida nesses aviões (geralmente 8-16 assentos com mais espaço pra perna e talvez um serviço de bordo melhorado), mas isso é bem diferente de business internacional. Nada de lie-flat, não tem privacidade, é essencialmente economy premium. E mesmo assim, isso só se sustenta em rotas de alta densidade corporativa.
Segundo, e aqui é onde a coisa quebra de verdade, fuselagem. O E195-E2 tem cabine estreita (~3m de largura, contra os 5-6m de um widebody). Simplesmente não cabe arquitetura de quatro categorias de assento com configurações, larguras e espaçamentos diferentes. Você ia ter que sacrificar tanta capacidade que o avião deixaria de ser viável economicamente pra rota.
E terceiro, galley. Pra sustentar quatro classes você precisa de catering segmentado por classe, que exige espaço de preparo e armazenagem que simplesmente não existe num avião desse porte. A galley de um E-Jet é dimensionada pra ciclo curto e turnaround rápido, não pra logística de serviço hoteleiro. Nem forno tem normalmente.
Quatro classes num avião dessa categoria não seria sofisticação, é simplesmente não entender pra que o avião foi projetado.